28 março 2009

MELLERIL DE NEMBUTAL



Miguel Santos (aka Hesskhé Yadalanah, baixo, caixa chinesa, guitarra, voz), Itaperapetuxe (bateria, percussão, ferros), Canto Silvestre (voz, percussão), Canto Buendia (guitarra), Camarada McGuinty (percussão, xilofone, harmónica, ferros, voz), Justo Infantes (adufes, baixo, voz), Céti Pápá (violino, flauta) e Arcádio Maturina (voz, percussão, marcas), deram corpo a uma das mais estranhas bandas nascidas em Portugal. Chamaram-lhe Melleril de Nembutal, sabe-se lá porquê. A mim lembra-me sempre o antigo Egipto e o Livro dos Mortos. 1985 viu-os nascer em Lisboa e concorrer ao Festival Nacional da Nova Música Rock, realizado no Pavilhão Infante de Sagres no Porto e no qual obtiveram um dos lugares cimeiros, vindo mais tarde a conquistar o prémio de originalidade do 4º Concurso de Música Moderna do Rock Rendez Vous. Apesar de tudo, naquela altura, não foram bem recebidos. Aliás nunca o foram! As gentes sempre fizeram confusão com a diversidade de influências, as encenações dementes e as letras cruéis na sua lucidez. E só uma banda como os Melleril de Nembutal teria canções chamadas "Movimentos Córeicos" ou "Emma Amma" ou que em todos os concertos colocaria um cenário com esta enigmática trilogia de palavras: «Lebre - Caçador - Campo». Após a sua dissolução, os seus diversos elementos estiveram envolvidos noutros na origem de outros projectos igualmente originais como os Hesskhé Yadalanah, Uru Eu Wau Wau, RU486 ou Subterfúgio.

CASSETES
Pub Luís Armastrondo, Porto 1987 10 42:51 3

PRESS
Concurso de Música Moderna-2ª Sessão, António Pires, Blitz nº121, 24-02-1987
Desiludidos com a Juventude Portuguesa, F.Sobral, Blitz nº172, 16-02-1988
Melleril de Nembutal, Ibérico nº0 de Verão 1988
À Procura dos Perdidos, Raquel Pinheiro, Ritual nº1 de 01-1991

5 comentários:

Anónimo disse...

Passados cerca de 20 anos, foi engraçado rever esta foto do RRV em que tocámos por detrás do pano branco que tinha realmente essas palavras... Hare - Hunter - Field, deixando para o público apenas as nossas sombras. Penso que foi um bom concerto. Canto Buendia

Eduardo F. disse...

Ah, um amigo da banda...

E onde nasceu a banda?

(será que vai voltar, o amigo...?)

Jose disse...

Foi um concerto interessante. Mau tecnicamente mas muito bom em termos cénicos e criativos. Já lá vão 22 ou 23 anos...

jacksantoz@gmail.com

Anónimo disse...

Olá Zé. Passei por aqui novamente e vi que tinha escrito. Não foi assim tao mau tecnicamente. Foi neste concerto que o Miguel me partiu um bocado da guitarra.

Anónimo disse...

Ola' Jorge e Ze',

Tambem nao lembro de ter sido mau tecnicamente. O que me lembro e' que toda a gente nos queria ver e a ideia do pano e das sombras chinesas foi mais um "choque" para eles...

Jorge, desculpa a coisa da guitarra - acho que foi depois de termos tocado o intro com as baquetas no chao que uma foi arremassada e foi parar na guitarra... oops, sorry...

aredorange@gmail.com

Abracos