09 abril 2009

ROCÓCÓ



Nascidos em 1987 no Barreiro com quatro elementos que depois foram aumentando até chegar a oito: Miguel Oliveira (voz), Octávio Ribeiro (guitarra), João Vaz (percussões), José Damelin (sopros), Miguel Talhinhas (voz), Paulo Santiago (percussões), Jorge Ruivo (percussões metálicas), Renato Santos (baixo). Tinham ainda a colaboração nos espectáculos de Paulo Almeida (imagem), Fernando Silva (imagem), Pipi (imagem) e Jorge Tenente (reportagem, seja lá isso o que for!!!). Praticavam um som industrial primário e mediocre que só teve alguma exposição mediática dado serem amigos de algum jornalista... Diziam-se criadores de imagem, mas a única imagem com que se conseguia ficar da sua anti-música era a de uma pobreza franciscana, sobretudo para quem já conhecia o movimento industrial que existia há mais de uma década e iniciado por percursores como os Cabaret Voltaire ou Throbbing Gristle. Ali bem ao lado, em Setúbal, um projecto chamado Hist - que nunca teve qualquer benesse jornalística e de divulgação -, estavam adiantados cem anos relativamente ao que estes pseudo pós-industriais desejariam certamente fazer! Diziam jogar muito com a improvisação mas, na minha óptica que nunca os vi ao vivo mas os ouvi com atenção, a palavra adequada para os caracterizar deveria ser falta de imaginação ou incapacidade criativa. Evocavam Brecht e o poeta remexia-se na tumba! Mas estava na moda, não era?

PRESS
Uma Fábrica de Imagens, António Pires, Manifesto/Blitz nº265, 28-11-1989

4 comentários:

Eduardo F. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eduardo F. disse...

1987 ou 1981?

Falando dos Bramassaji, para onde um dos membros dos Rococó depois foi, é mencionado o ano de 1981...

?

Jorge Sol disse...

Bela critica... e ainda bem que nunca nos viste ao vivo senão ainda dizias pior... só um pequeno comentário, quando vencemos o Concurso de Música Moderna de Sines 89 em que o júri era, entre outros, o Ricardo Saló, a Xana dos Macau e o João Peste, o jornalista que nos apadrinhava não foi, logo deduzo que foi uma vitória limpa... e queres saber uma história gira?? não recebemos o prémio de 200 contos porque nos recusámos a tocar à noite com o Rádio Macau, como os nossos espectáculos eram irrepetíveis não fazia sentido... éramos mauzinhos mas tens de reconhecer que tínhamos atitude... tanta atitude que depois deste episódio o João Peste convidou-nos para fazer a primeira parte dos Acidoxi Bordel no Rock Rendez-Vous... Para completares a história podes também dizer que fomos convidados para o Lisboa Audiovisual 88 e tocámos no dia da Laurie Anderson, senhora que tive oportunidade de conhecer nesse dia... cumprimentos

Bourbonese disse...

Agradeço as informações prestadas que certamente enriquecem e complementam a informação biográfica editada que, reconheço, tem muito de opinativo e se baseou nos relatos da época e na audição das maquetes gravadas que ouvi na altura. Não é preciso ficar tão magoado com esse teor. É realmente de mauzinho... Mas que havia cunha, lá isso havia. Hoje chamam-lhe pretenciosamente lobby! Era a movida do Barreiro. Abraço