10 julho 2009

REPÓRTER ESTRÁBICO



Em 1987, José Ferrão (guitarra), Luciano Barbosa (caixa de ritmos) e Anselmo Cunha (baixo), ex-Volúpia Mundana, formam os Repórter Estrábico. A eles juntam-se Paulo Lopes (guitarra), Paula Sousa (teclas) e António Olaio (voz). Actuam em diversas zonas do País. Entre os espectáculos contam-se as primeiras partes de uma digressão dos Sétima Legião. Três anos depois, em 1990, actuam, no São Luís, em Lisboa, num concerto que assinala o sexto aniversário do semanário Blitz. O «Pop-Off» faz um vídeo para «John Wayne». Em 1991 assinam pela PolyGram, onde editam "Uno Dos", álbum de estreia produzido por Vítor Rua e Jonathan MilIer. "Disco Heavy" é escolhido como primeiro single promocional para as rádios. "Pois Pois" roda como segundo single. O álbum não se impõe no mercado, vendendo um total de 1500 cópias. Um terceiro esforço promocional resulta na edição (limitada e numerada, de 1 a 200) de um maxi-single com uma remistura de «Jonh Wayne» e outra de «Houdini», ambas da responsabilidade do próprio grupo. Paula Sousa deixa o grupo para se juntar às Três Tristes Tigres. António Olaio sai pouco depois. Entram Nuno Pires (gira-discos), João Bruschy (bateria) e Manuel Ribeiro (teclista, ex-GNR). Luciano Barbosa assume o estatuto de vocalista. Em Junho de 1994 editam, pela Numérica, o álbum "1 Bigo", produzido pelo grupo no Aura Estúdio. A antecipar a edição do disco, a canção "Malditos Headphones" roda com insistência na rádio, tornando-se o mais popular dos temas do grupo. Para o álbum recuperam duas canções dos primeiros dias do grupo: "Prince" e "Pele"». No ano seguinte, José Ferrão, membro fundador, abandona o grupo e, no final do ano, no Aura Estúdio, com João Fidalgo a controlar o som e convidados e amigos a assistir, simulam um concerto ao vivo, que gravam integralmente e lançam sob o título de "Disco de Prata". [Enciclopédia da Música Ligeira Portuguesa]

DISCOGRAFIA


UNO DOS [LP, Casablanca, 1991]


50.000 LIRE [7"Single, Casablanca, 1991]


JOHN WAYNE [12"Maxi, Casablanca, 1991]


1BIGO [CD, Numérica, 1994]


1BIGO [CD Single, Numérica, 1994]


DISCO DE PRATA [CD, Numérica, 1995]


SMLXL [CD Single, Symbiose, 1995]


SMLXL [12"Maxi, Symbiose, 1995]


KIT MÁQUINA [CD Single, Nortesul, 1998]


MOUSEMUSIC [CD, Nortesul, 1999]


MOUSEMUSIC [Special Edition] [2xCD, Nortesul, 1999]


MAMAPAPA [12"Maxi, Nortesul, 1999]


MAMAPAPA [CD Single, Nortesul, 1999]


YOU SPIN ME ROUND [CD Single, Nortesul, 2000]


REQUIEM [CD Single, Xinfrim, 2002]


EUROVISÃO [CD, Edição de Autor, 2004]


BILTRE! [CD Single, Edição de Autor, 2004]

CASSETES
Aniki Bóbó, Porto 1987 (6 Temas, 24:24)

COMPILAÇÕES


REPÚBLICA DAS BANANAS [CD, Numérica, 1995]


RITUAL ROCK 03 [CD, Xinfrim, 1997]


HYPNOSE [CD, Warning Inc, 1998]


TURBULÊNCIA [CD, Nortesul, 1999]


PROMÚSICA 24 [CD, Promúsica, 1999]


PRESS ON 01 [CD, Nortesul, 2000]


3 PISTAS [CD, Universal, 2005]

PRESS
Um Repórter Estrábico fala dos seus, Paula Joice, Blitz nº 136 de 09-06-1987
O Regresso do Repórter, João Duarte, LP nº 23 de 06-04-1989
Depois dos Factos, Artur Abreu, LP nº 25 de 19-04-1989
Estrabismo Convergente, Fátima Castro Silva, Blitz nº 265 de 28-11-1989
Disco-Xunga, Miguel Santos, Blitz nº 293 de 12-06-1990
Repórter Estrábico, Victor Belém, Encanto Lusitano nº 0 de 02-1990
Agentes da CIA: Parte 2, Hugo Moutinho, Blitz nº 302 de 14-08-1990
Discoheavy, Ricardo Alexandre, Ritual nº 1 de 01-1991
1991, Ano Estrábico, Miguel Francisco Cadete, Blitz nº 335 de 02-04-1991
Pois, Pois..., Raquel Pinheiro, Blitz nº 360 de 24-09-1991
Perguntem ao meu Oftalmologista, A.Pires, Blitz nº 367 de 12-11-1991 [CAPA]
Semi-Óptica, Rui Monteiro, Blitz nº 368 de 19-11-1991
Senso (In)comum, Raquel Pinheiro, Blitz nº 437 de 16-03-1993
Ready-Made, Raquel Pinheiro, Blitz nº 438 de 23-03-1993
O Lado Claro da Lua, António Pires, Blitz nº 507 de 19-07-1994
Luciano Barbosa, Jorge Dias, Público nº 1722 de 23-11-1994
Remisturar as Ideias, Jorge manuel Lopes, Blitz nº 587 de 09-04-1995
Brincar com os Clássicos, Jorge Manuel Lopes, Blitz nº 575 de 07-11-1995
Tá-se Mal, Amílcar Correia, Público nº 2091 de 29-11-1995
A Hibernação que acabou no Outono, Jorge M.Lopes, Blitz nº 684 de 09-12-1997
O Show do Ratinho, Jorge Manuel Lopes, Blitz nº 731 de 03-11-1998
Direcções Diferentes, Carlos Vieira, Promúsica 26 de 03-1999 [CAPA]
Repórter Estrábico Shopping, Jorge Manuel Lopes, Blitz nº 764 de 22-06-1999
Lolita Superpop, Vítor Belanciano, Sons nº 111, Público 09-07-1999
Disco Inferno, Sérgio Costa, Blitz nº 795 de 23-07-2002
Encíclica Estrábica, Sérgio Costa, Blitz nº 964 de 22-04-2003
O Dedo em Riste, Eduardo Sardinha, Blitz 1019 de 11-05-2004
Mensagem Popular, Pedro Trigueiro, Rock Sound nº 18 de 05-2004
Tão sério como a Tua Vida, Jorge Manuel Lopes, Blitz 1076 de 14-06-2005

7 comentários:

m.e.n. disse...

estive a ver o site dos RE e falta aqui o máxi que saiu em colaboração com ALEX FX

SMLXL - Repórter Estrábico versus Alex XL (não sei se a edição foi da Numérica ou da Simbiose)

Estive a ver um artigo e diz maxi-single / Warning Inc / 1995 embora tenha visto apenas um cd-single com esse disco.

Bourbonese disse...

Preciso de confirmar mas penso que foi pela Simbiose. A Warning Inc era o subsela para a área de dança da editora do Luís Carlos.

alex fx disse...

Confirmo.
O máxi foi editado pela Warning Inc / Symbiose tanto em vinil (4 misturas) como em CD Single (5 misturas).

ab_
alex_

rc disse...

Lembro-me de ter lido uma entrada sobre o Alex FX noutra versão do blog.

Como é possivel apagar os comentários deixo aqui o texto todo:

PUBLICO-19950530-143

Alex FX lança «Expander» e admite o consumo de Bife à Cortador e sumo de laranja

Alex FX (Fernandes, para quem o conhece há mais tempo) foi DJ, em algumas discotecas do Porto, durante alguns anos. A dada altura decidiu deixar de manipular a música dos outros e produzir a sua própria. O corolário desse processo surge agora com «Expander», um maxi-«single» lançado pela Warning Inc./Symbiose, que se vem juntar ao movimento crescente da «dance music» feita em Portugal. «Uma das discotecas onde trabalhei, a Amnésia, foi das primeiras a ter aqueles sistemas de `samplings' e `live percussions' durante as suas sessões. Era eu que trabalhava com isso», diz. Passou também a fazer algumas gravações em casa e, como o mercado das editoras nacionais durante muito tempo não se estendeu a esse tipo de sonoridades, foi guardando o que fazia. Depois a Kaos conseguiu resultados (facto que diz «nunca ser de mais realçar») e viu que era a altura certa para lançar alguma coisa. Conseguiu reunir o resto da aparelhagem e arrancou.
Alex olha agora para «Expander», a sua estreia, como para o «bebé tirado a ferros». Diz que as duas versões incluídas neste maxi servem para exprimir até que ponto consegue dar a volta a uma música. Aliás, afirma que a sua versão favorita é a do lado B -- a «Underdub remix» --, um nome que pretende utilizar futuramente como uma espécie de imagem de marca. Entretanto, foi-lhe também dirigido o convite para fazer remisturas de «S, M, L, XL», um tema dos Repórter Estrábico, que deverão ser editadas em breve: «Não foi bem estar a trabalhar uma música deles», diz. «Foi mais sacar uns `samples' de voz e juntar-lhes uma música minha.»
Alex reclama uma diferença em relação à já habitual produção dos DJ: «antes de ser DJ, era músico». Mas, entretanto, acabou por dedicar-se só à música.

Para ele a explicação é uma pergunta: «Se não houvesse pessoas a fazer música, o que adiantavam os DJ?» Alex salienta também o seu gosto pela experimentação e pelo perfeccionismo como uma diferença em relação a muito do que se ouve hoje em dia: «Às vezes, é fácil concretizar certos discos. Gosto muito mais do desafio de trabalhar uma coisa mais produzida. Nunca deixo chegar a um ponto em que diga `está porreiro' e ficar-me [por ali].» Dá o exemplo de «Expander», que, até chegar às versões finais, passou por quase cem outras. Daí a paixão que nutre por nomes que considera terem um pouco os mesmos objectivos que ele: Plastikman, Hardfloor, Sabres of Paradise, Orbital, «tipos que não fazem daquela `dance music' que sai aos milhares por semana».
E estará ele a fazer música para ser consumida sob o efeito de drogas, como é habitual neste tipo de área? Alex diz que, como «90 por cento da música de dança produzida agora é feita por DJ, é natural que eles estejam habituados a visionar o efeito da música desse modo». E acrescenta: «Ainda há pouco tempo, um DJ reconhecidíssimo na praça me perguntou o que é que eu tinha tomado quando fiz a remistura `Underdub'. Fui extremamente claro e disse-lhe que nunca tomei nada, mas ele cismava que, para concretizar aquilo, devia ter tomado alguma coisa. Eu disse-lhe que se tinha tomado alguma coisa era um bom bife à cortador e um sumo de laranja.

Jorge Dias/Público

Bourbonese disse...

A Ficha sobre Alex FX não tarda aí...

rc disse...

está errado o nome do álbum Mouse Music (versão simples)

rc disse...

reparei que os primeiros discos tem a indicação de Casablanca como a editora mas parece-me mais correcto Polygram. Senão noutros nomes teríamos capitol, Mercury, etc