16 agosto 2009

MINI DRUNFES



Os Mini Drunfes foram a banda privativa do programa radiofónico “O Roxo Urubu”, da Rádio Universitária do Minho. Eram compostos por DJ Sun (Miguel Pedro Guimarães, membro dos Mão Morta, também apresentado como Andy Panda), Pedro Lá-Mi (José Luís Guimarães, irmão de Miguel Pedro e membro dos Bateau Lavoir, também presente como Juvenal Linhaça), José Miguel (aka Gervásio Gisélio) e Joaquim Seco (aka Marlon Fá-Si, também apresentado como Tolentino Tavares). Para além destes, fizeam misturas e participaram também nas gravações, Bula (Bateau Lavoir, Baile de Baden-Baden) e Manuel Leite (Rongwrong, Humpty Dumpty, entre muitos outros grupos), não tendo sido, contudo, membros oficiais do grupo. Foram uma espécie de Mini Stars, ainda que com características diferentes: tinham entre os 7 e os 12 anos e uma vida preenchida com drogas, prostituição e violência. Em 1995 lançaram o álbum "Tudo Bons Alunos", uma ideia arejada, lançada alguns anos antes do aparecimento dos Gato Fedorento. Porém, a edição do disco causou algum incómodo, tendo este surgido de onde menos se esperava. Reza a lenda que a banda obteve autorização para a edição de todas as músicas caricaturadas, com excepção da do autor do "Hino do Braga". De referir ainda que o tema intitulado "Fazer a Revolução" - muito popular na Rádio Universitária do Minho e nitidamente influenciado por José Afonso -, também não foi autorizado. Houve ainda uma espécie de pastiche em forma de autocrítica: o tema "Catrapum", baseado em "Aum", um original dos Mão Morta cujo autor era o próprio Miguel Pedro Guimarães. Portanto, tocou a todos!... O programa "O Roxo Urubu" era mais anárquico que o disco, tendo este facto gerado o boato de que os autores, no disco se haviam auto-censurado. Mas tudo isso passou e ficou o registo, bastante curioso.

DISCOGRAFIA


TUDO BONS ALUNOS [CD, Matéria Prima/RUM, 1995]

PRESS
Braga Avacalhada, Blitz nº 576 de 14-11-1995
Drunfes Corrosivos, Jorge Dias, Público nº2084 de 22-11-1995
À Espera das Férias Grandes, Jorge Dias, Público nº2138 de 17-01-1996

9 comentários:

Eduardo F. disse...

Atenção, amigo. No texto dizes que o álbum é de 96 e depois puseste 97.

Abraço.

men disse...

há poucos anos chegou a dar um novo tema. Lembro-me de que concorri a um passatempo da RUM por causa desse single.

Eduardo F. disse...

Pois foi. Acho que se chamava "Mãe da foca" e era muito bom.

Eu ouvi essa emissão especial na RUM...

Caraças... memória colectiva nas catacumbas de registos para sempre no olvido...

Bourbonese disse...

Nem 1996 nem 1997. O CD foi editado em 1995 mas só mais divulgado a partir do início de 1996. Eu sei porque estava lá...

Eduardo F. disse...

Sim, amigo. A verdade é que também tenho a ideia de ser de 95. Mas como não tenho provas (e o cd não diz) fui ver no livro do Junqueira, que, portanto, está errado e a enganar em quem nele confiou...

:(

Eu lembro-me de a Zombie aparecer uma vez na Noite da Má Língua a ilustrar a construção que estava a expandir-se pela encosta do Bom Jesus acima...

Bourbonese disse...

Tinha os programas todos de U Roxo Urubu gravados em cassete. Desapareceram! Penso que "pedidos emprestados" por uma antiga namorada. É um dos meus maiores desgostos ter ficado sem isso...

José Luis Guimarães disse...

As informações que constam do texto de apresentação do disco estão erradas. Sou o Zé Luís (ex-bateau lavoir, irmão do Miguel, etc) pelo que sei bem do que falo.
Os membros dos mini drunfes eram os mesmos que faziam o programa o Roxo Urubu, que aparecem nas fotografias. O Pedro Lá-Mi era eu aka Juvenal Linhaça; O Miguel Pedro era o DJ Sun, aka Andy Panda; o Juary dos Santos era o Zé Miguel aka Gervásio Gisélio; o Marlon Fá-Si era o Joaquim Seco aka Tolentino Tavares.
O Bula e o Manuel Leite tocaram nas gravações e fizeram as misturas, mas não faziam parte do grupo.
Todos os concertos que demos foram em play back parcial, e as guitarras em forma de seringa eram obviamente falsas.

Bourbonese disse...

Zé Luís: obrigado. É um prazer encontra-lo por aqui. As preciosas correcções já foram efectuadas. Espero que já tenham saído do Le Patriarche...

cskh disse...

É pena o JL não ter referido o single editado à posteriori.