10 agosto 2009

MORE REPÚBLICA MASÓNICA



Os More República Masónica surgiram no final de 1988, compostos por Paulo Coelho (voz, guitarra), Jorge Dias (baixo), Mário Gil (guitarra) e Jaime Pimentel (bateria). Ficou assente que o projecto não iria evoluir numa corrente em particular, antes rapinando onde fosse mais interessante, procurando criar a sua própria personalidade partindo da ideia que aqueles elementos seriam suficientes para dar corpo a uma sonoridade forte e eloquente. O primeiro concerto ocorreu nas pré-eliminatórias do 6º Concurso de Música Moderna do Rock Rendez-Vous, no início de 1989. Embora com apreciações positivas, a actuação acabou por dar origem à expulsão do evento, devido a alegadas violações do regulamento, que era afinal impreciso em diversos pontos. A primeira demo surge em Julho de 1989 com a gravação de quatro temas: "West Politik", "Azul Dietrich" e "Sin City", todos originais, e a versão de "Piloto Automático" dos GNR. A maquete teve duas pequenas tiragens e foi bastante divulgada no programa Som da Frente de António Sérgio, bem como em diversas emissoras locais. "West Politik" incluia a utilização do então emergente sampler. No Verão de 1990 o grupo participa no concurso televisivo "Aqui Del Rock" tornando-se no primeiro caso do programa. A vitória da primeira eliminatória seria, no entanto, premiada com a passagem à final. Em Outubro de 1990 sai o primeiro tema dos MRM em vinil, na colectânea "Insurrectos", da editora da Guarda, Área Total. De Junho a Setembro de 1991 é gravado o primeiro disco, totalmente autofinanciado e autoproduzido a que a banda dá o título de "More More More" e é lançado apenas em Abril de 1992. Em Maio de 1993 entra o novo baterista Nuno Castedo, antigo elemento dos Thormenthor, elemento que terá já um papel activo na gravação, em Maio de 1994, daquele que seria o primeiro álbum completo da banda, que só viria a ser editado um ano mais tarde. Em Setembro de 1995 o guitarrista Mário Gil abandona o projecto tendo o grupo apresentado-se no formato de trio durante um curto período. Em Abril de 1996 a banda entra em fase de pré-produção de doze novos títulos que viriam a ser editados no álbum "Equalizer", que é gravado entre Maio e Julho. A produção pertence a Marsten Bailey, e como convidados participam Darin Pappas, dos Ithaka, Mário Resende, violinista dos Duplex Longa, Ana Santos, e o guitarrista Paulo Vitorino, ex-Clandestinos, que viria a integrar a formação durante as gravações. O álbum inclui uma versão de "Roads", original dos Portishead. "Sunken", uma versão de um original dos Damage Fanclub viria a ser editada no final de 1996 em "This Is Not A Damage Fanclub Tribute". "Equalizer" viria já em 1997 a ser considerado como 2º Melhor Álbum Nacional do ano anterior pelos ouvintes da XFM, tendo ficado em 5º na lista de preferências equivalente dos radialistas da mesma estação. Ficaria também em 2º lugar nas listas da revista Vox Pop e das lojas Valentim de Carvalho. "Equalizer" é reeditado em 1998 numa edição dupla que inclui ainda um CD bónus com remisturas de alguns dos seus temas. "Grounded Song" (16 Tons Remix), "Electric Mastermind" (Tropical Twilight Remix) e (Electric Body Mix), "21st Century Flower Power" (Pukaroo mix) e "Bloom" (Open Strings Version) são deste modo as projecções destes temas para áreas musicais distintas das originais através da utilização da tecnologia de estúdio numa fusão da energia sónica do rock’n’roll com a precisão rítmica das máquinas. "21 st Century Flower Power" passou do psicadelismo ao "groove" pela mão do novo projecto Pukaroo; "Grounded Song" recebeu um tratamento hip-hop/dub pelo produtor britânico e membro dos Ithaka, Joe Fossard, enquanto "Electric Mastermind" foi passada à linguagem dos "loops" pelos próprios More República masónica. "Bloom", por seu lado, foi levado às últimas consequências através de um arranjo de cordas definido em primeiro lugar por Mário Resende, um dos convidados originais de "Equalizer". No início de 1998, Os More República Masónica gravam maquetes, começando assim a preparar canções para o quarto álbum, num ano em que a banda se concentrou essencialmente na composição de novo material. Em Março de 1999, a banda entra em estúdio com o produtor Jack Endino, registando 15 temas, dos quais 12 viriam a constituir o alinhamento final de "Chemical Love Songs", álbum que seria editado em 2000 pela editora independente Metrodiscos, marcando assim o início de uma fase mais estável no que respeita à sua situação editorial. Durante o ano de 2000, os More realizam concertos um pouco por todo o país, promovendo o novo álbum, naquele que foi o seu ano mais prolífero a nível de concertos, incluindo actuações nos principais festivais de verão (Sudoeste, Paredes de Coura, entre outros), e em várias festas académicas. Após um ano de intensa actividade ao vivo, o grupo faz uma pausa nos concertos e reserva 2001 para regressar aos ensaios, visando compôr novas canções, realizando apenas concertos esporádicos durante esses 12 meses. Comemorando os 12 anos da banda, os More República Masónica lançaram em 2002 uma compilação intitulada “Egostrip”, reunindo alguns dos melhores temas da banda. Novamente com Marsten Bailey na produção, o quinto álbum de originais da banda, “Permanent Revolutions”, é lançado em 2003 com o jornal Blitz. A banda deu por terminadas as suas actividades pouco depois.

DISCOGRAFIA


MORE MORE MORE [MLP, Variodisc, 1992]


BLOW YOUR MIND [CD, Numérica, 1995]


EQUALIZER [CD, Êxito Studio, 1996]


EQUALIZER [Edição Especial] [2xCD, Êxito Studio, 1998]


CHEMICAL LOVE SONGS [CD, Metrodiscos, 2000]


EGOSTRIP: A RETROSPECTIVE [CD, Metrodiscos, 2001]


ZIP ZAP WOMAN [CD Single, Metrodiscos, 2001]


UST [CD Single, Metrodiscos, 2001]


PERMANENT REVOLUTIONS [CD, Metrodiscos, 2003]

CASSETES
Demo Tape 1988 (4 Temas, 10:02)

COMPILAÇÕES


INSURRECTOS [LP, Área Total, 1991]


DISTORÇÃO CALEIDOSCÓPICA [LP, MTM, 1992]


MONEYLAND [3x7"Single, Moneyland, 1992]


PORTUGAL REBELDE 01 [CD, Global, 1995]


REPÚBLICA DAS BANANAS [CD, Numérica, 1995]


THIS IS NOT A DAMAGE FANCLUB TRIBUTE [CD, Bee Keeper, 1996]


PROMÚSICA 08 [CD, Promúsica, 1997]


CAIS DO ROCK 02 [CD, Low Fly Records, 1998]


SANTOS DA CASA [CD, Coimbra B, 1998]


NATIONAL SAMPLER 01 [CD, Zona Música, 2001]


CAIS DO ROCK 04 [CD, Low Fly Records, 2002]


INDIEGENTE [CD, Música Alternativa, 2002]

PRESS
Provocar Impacto!, João Duarte, LP nº 17 de 23-02-1989
More República Masónica, José Faísca, LP nº 27 de 05-05-1989
Volume 1: More República Masónica, Miguel Santos, Blitz nº 301 de 07-08-1990
More república Masónica, Jorge Bruno Ventura, Ritual nº 2 de 03-1991
Gerações à Parte, Pedro Gonçalves, Blitz nº 544 de 04-04-1995
Reconhecer a Paternidade, Pedro Gonçalves, Blitz nº 551 de 23-05-1995
Ácido no Equalizador, Fernando Magalhães, Público nº 2404 de 09-10-1996
(Re)mediando a Diletância, Pedro Gonçalves, Blitz nº 633 de 17-12-1996
Para quebrar Barreiras, Carlos Mota, Sons nº 55 de 26-06-1998
A Alternativa é Insistir, João Martins, Promúsica 20 de 09-1998
A Sobrevivência, Gonçalo Frota, Blitz nº 803 de 21-03-2000
Instropecção Química, por Raquel Pinheiro, Mondo Bizarre nº 3 de 05-2000
Sangue na Relva, Mário Lopes, Blitz nº 821 de 25-07-2000
Filhos do Rock, Miguel A., Promúsica 44 de 09-2000
Remar contra Corrente, Gonçalo Palma, Blitz nº 919 de 11-06-2002
O Regresso da República, Alexandre Martins, Raio X nº 49 de 11-2002
Salto sem Cumprimento, Gonçalo Palma, Blitz nº 972 de 17-06-2003
Revoluções na Continuidade, Hélder Gomes, Mondo Bizarre nº 16 de 08-2003 Escondidos nas Sombras, Rita Guerreiro, Blitz 975 de 08-07-2003

4 comentários:

Eduardo F. disse...

Eram do concelho de Lisboa?

Temos de perguntar ao Jorge Dias...

Bourbonese disse...

De Lisboa, mesmo.

Eduardo F. disse...

Ok, amigo.

Eduardo F. disse...

Ah, mas amigo Bourbonese, à falta de informações (e visto que é uma fornecida pela própria banda), quando existe, atribuo a origem (ou sede) de uma banda à morada para contacto.

Assim, se vires no site da Beekeeper, faziam-se sedear em Queluz.

http://www.geocities.com/SunsetStrip/Palms/4301/
(clica em Adresses)

Abraço.