25 janeiro 2010

PROJECTO OM



Romântico e apaixonado, Gabriel Gomes trabalha com a música, desde os seus 8 anos. É um talento irresistível de contornar, decorado de notas e ritmos na sua forma de ser e trabalhar. Gosta de desafios, de iniciativas que o sensibilizem. Passou pelos Sétima Legião, Madredeus, com o seu companheiro acordeão e, actualmente, dedica o seu tempo aos TJAK, projecto que partilha com Vítor Bandeira e Pedro Sotiry e que resulta em Chill Out Loungy para os nossos ouvidos. Começou a tocar nos Sétima Legião quando tinha 16 anos, nova influência da sua vizinhança, nova curiosidade para contar. Frequentavam o mesmo café, o Rosa, manipulando, em conjunto, recheados de ânsias competitivas, os Flippers. Um dia Rodrigo Leão sugere a Gabriel a materialização da sua cumplicidade rival em notas musicais, este aceita o desafio. Seguiu-se o projecto Madredeus. Entretanto foram surgindo convites, sinergias e projectos onde se demarcou. Foi fundador de Os Poetas e O Projecto OM. Teve posteriormente produções com as Danças Ocultas, sobretudo, e colaborações com Mafalda Veiga e Carlos Paredes. A música electrónica surge por curiosidade. Pedro Lata, figura da noite lisboeta emblemática, foi quem o levou, em 1995, à sua primeira festa de Trance Psicadélico num Monte em Estremoz. Fascinou-o a ideia de tocar seis instrumentos ao mesmo tempo, disponíveis no armazenamento informático de sequências acústicas. Não é radicalista, respeita tanto a acústica como a electrónica, considerando que ambos os estilos vivem tanto sozinhos como juntos. Serve a diplomacia ao confirmar que depende do gosto de cada um, não escondendo, no entanto, o seu entusiasmo pessoal pelas capacidades que a máquina lhe oferece. A possibilidade da música ser reinventada motiva-o.

DISCOGRAFIA


LONGITUDE [CD, Discos Nada, 1998]

COMPILAÇÕES


DJ SAMPLER [CD, Nortesul, 1998]

PRESS
Rumo ao Desconhecido, Vítor Balenciano, Blitz nº 719 de 11-08-1998

2 comentários:

essor disse...

A editora é a Nada que não sei se teve mais algum disco. EMI-VC (mais tarde apenas EMI) e Valentim de Carvalho (incluindo editoras como Nortesul, Popular, Nada, Urbanna, Anjo da Guarda,...) são entidades diferentes apesar da Valentim de Carvalho ter sido representante da EMI durante décadas.

Bourbonese disse...

Obrigado pelo esclarecimento.