04 setembro 2010

D.W.ART



António Duarte e Manuela Duarte formaram os DWART em 1985. O duo de pop experimental mixmedia fez as suas primeiras (e polémicas) aparições no palco do clube Rock Rendez-Vous, em espectáculos de performance e em festivais de Arte (1985/87). Exemplos: Alternativa Zero, Cascais; Performarte, Torres Vedras; Teatro do Século, Lisboa; RTP (programa de Vasco Pinto Leite sobre arte e sinestesias) - com Nuno Rebelo. Para a definição estética, disciplina inicial do projecto, oportunidades de actuações ao vivo, muito contribuiram a amizade e o apoio de Jorge Lima Barreto e Vítor Rua, Manoel Barbosa, Nuno Rebelo e António Palolo. Os DWART estão incluídos numa colectânea em vinil, editada pela Dansa do Som, com os melhores momentos do Concurso de Música Moderna do Rock Rendez-Vous/1985. Algures no espólio do clube desaparecido, ficou por editar em disco a bobine master do álbum "D.A.R.", com as gravações (históricas), ao vivo e em estúdio, de um projecto concebido por Manoel Barbosa para dois músicos (António Duarte e Bernardo Devlin) e sete performers, que esteve dois dias em cena no palco e na pista de dança do RRV. Em 1987, António e Manuela Duarte mudaram-se para Macau. O testemunho das aventuras musicais dos DWART no Oriente está repartido por largas dezenas de cassetes digitais (DAT), na sua maioria jam-sessions em estúdio com músicos de Macau e de Portugal, ou com nómadas aventureiros: Chineses, portugueses, filipinos, franceses, alemães, brasileiros, mexicanos... Passavam uns tempos no território e acabavam por dar nas vistas tocando no clube de Jazz. Na fase mais interessante dessa experiência multiétnica nasce o trio Battu Ferengi: António Duarte - teclados, percussões e instrumentos chineses; Manuela Duarte - piano; Joaquim Castro - flautas e saxofones. Os Battu Ferengi deram vários concertos no JazzClub de Macau e no clube China Pop, tendo gravado o album "Ohpah" (world music). Na actual fase D.W.Art é, basicamente, António Duarte: sintetizadores analógicos, teclado sampling, vocoder, piano eléctrico, caixas de ritmo, percussões, baixo, guitarra, bandas magnéticas (DAT), e software audio e musical para macOS. São deste período (1998/2001) os albuns "Elektrix" (em masterização) e "Red Tapes", ambos misturados no estúdio DimSum, Lisboa, no início de 2002. [A Magia dos Anos 80]

COMPILAÇÕES


MÚSICA MODERNA PORTUGUESA 02 [LP, Dansa do Som, 1985]


SONS E TEMAS: ROCK RENDEZ VOUS [CD, Dansa do Som, 1994]

PRESS
Uma Carta de António Duarte, Blitz nº21 de 26-03-1985

1 comentários:

asianuxxx disse...

Conheci o António am Macau uns séculos atrás, trabalhámos juntos no jornal "Macau Hoje", que se não me engano, foi levado a encerrar (faltam dados aqui) pelas autoridades locais (comunistas pró-pequim). Não sabia que o António fez parte da movida nos anos oitenta, ou talvez vagamente, depois de puxar pela mona, me lembro de algumas conversas acerca dos Telectu e outros. Este mundo consegue ser mesmo muito pequenino às vezes.