19 dezembro 2010

LES ÉLÉPHANTS TERRIBLES



Nascidos em Lisboa em 1995, os Les Éléphants Terribles foram formados por Carla Pinto (voz), José Dias (guitarra), Pedro Lima (bateria, futuro membro dos Toranja), Mick Trovoada (percussão) e Luís Rosa (contrabaixo). Passaram ainda pelo grupo, Hugo Santos (sax tenor), Diogo Vida (piano) e Frederico Mendes (baixo). Apesar da nomenclatura remeter para outras zonas geográficas, caracterizaram-se por cantar em português um estilo de música pouco habitual entre nós, que percorria uma espécie de ponte entre o jazz, o fado e a música popular portuguesa. Ao vivo eram uma banda interessante e apelativa, onde a palavra cantada por Carla Pinto sobressaia. Marcaram presença por duas vezes no Teatro da Trindade: a primeira, em 1997, com a opereta denominada "Cabaré Lisboa" e, em 1998, com a peça "Um Quase Amor". Foram convidados por Sérgio Godinho para actuar, na noite que lhe foi dedicada, na Expo 98, no espectáculo a que o músico apelidou de "Sérgio Godinho Cantautores". No ano seguinte foram distinguidos pela revista Promúsica, como a Banda Revelação, tendo na sua sequência, sido convidados para inaugurar o Palco Jazz, no Festival de Vilar de Mouros. Em 2002, editaram o longa duração "Urbanalidades".

DISCOGRAFIA


URBANALIDADES [CD, Edição de Autor, 2002]

COMPILAÇÕES


PROMÚSICA 15 [CD, Promúsica, 1998]


PROMÚSICA 23 [CD, Promúsica, 1998]

PORTUGAL HITS MIAMI [CD, Dance Club, 2003]


REMIX.PT [CD, Dance Club, 2003]

PRESS
Destaques, Promúsica 15 de 03-1998

6 comentários:

frs rtr disse...

A editora é a Multidisc. Só uma pequena história para mostrar que há bandas que não promover devidamente os discos que lançam. O locutor e realizador Armando Carvalheda (do conhecido programa Vivá Música da RDP)é alguém que conhece bem alguma da música portuguesa que costuma levar aos seus programas. Aí há uns dois anos ouvi uma entrevista em que dizia que tinha pena que os LET nunca tenham editado nenhum disco.

Eduardo F. disse...

Segundo a página 123som e Zingadin.pt (já não existe) fiquei a saber que eram, não de Lisboa, mas do Seixal. Mais concretamente da Amora.

:)

Anónimo disse...

Esta entrada já é tão antiga, que os meus reparos de pouco servirão, contudo aqui vão: o Pedro Lima e o Mick Trovoada são pessoas distintas. O Pedro era o baterista (também foi baterista dos Toranja) e o Mick era o percussionista; a banda era realmente de Lisboa. Da Amora era o teclista Humberto Ramos.
Frederico Mendes

Edward Soja disse...

Boa, amigo Frederico!

Estamos cá para ajudar.
E eu agradeço o esclarecimento.

Assim a net vale a pena: com pessoas empenhadas.

:)

Eduardo,
Braga

Bourbonese disse...

Agradeço os comentários e correcções, entretanto já efectuadas na ficha. Nunca são demais nem é tarde para este tipo de informações. Devo dizer-lhe que isto é labor de duas pessoas por pura carolice e cujos discos apresentados são seus, comprados com os seus próprios recursos. Ou seja, isto não é trabalho patrocinado por ninguém. Diria que é puro serviço público para o qual toda a informação em falha é importante.

Edward Soja disse...

Sim, puro serviço público!

Contra a tendência esmagadora e a perda de valores colectivos que nos têm vindo a desumanizar. Ou maquinizar.

(Prove que não é um robô...)