05 fevereiro 2011

CÃES DE CRÓMIO



Os Cães de Crómio foram uma banda formada por Alexandre Cortez (baixo, Rádio Macau, Moby Dick, Os Cavacos, Palma´s Gang), Adriano (baixo, ex-Ravel), Pedro d'Orey (voz, ex-Mler Ife Dada e Metrô, no Brasil), Nuno Grácio (guitarra, ex-Ravel), Marco Franco (bateria, ex-Braindead, ex-Peste & Sida) e Gui (saxofone, Xutos & Pontapés). Foram, assim, uma espécie de super-grupo da segunda divisão, numa fase da música urbana portuguesa em que se deu uma certa tendência para a criação deste tipo de grupos temporários, procurando-se partilhar experiências e capitalizar a conta bancária. O grupo surgiu inicialmente a partir de uma brincadeira encetada pelos dois baixistas. Segundo declarações dadas na época por Alexandre Cortez, "a ideia era jogar com os timbres de dois baixos e criar ritmos que, sem eles, eram impossíveis de fazer". Só mais tarde, quando se procurou juntar vocalizações aos sons criados, se juntaram os restantes elementos. O grupo começou então a ensaiar, tendo actuado ao vivo algumas vezes no Johnny Guitar, sala de que Alex era co-proprietário. O nome do grupo havia sido inspirado num tema dos Mão Morta, não porque a sonoridade tivesse qualquer semelhança à da banda de Braga, mas porque a designação era curiosa e remetia para ambientes de ficção científica que eram do agrado dos seus mentores. O grupo não teve uma longevidade suficiente para deixar quaisquer marcas. Tratou-se antes de uma experiência cujo registo discográfico se resumiu à participação numa compilação da El Tatu.

COMPILAÇÕES


JOHNNY GUITAR: AO VIVO EM 1994 [CD, Johnny Records, 1995]

3 comentários:

alex disse...

vamos lá corrigir isto ao homem:
o grupo era da terceira divisão, regional centro, só deu dois concertos na vida, ambos deram prejuizo, ensaiou-se prái umas 3 vezes; o grupo terminou porque os gestores financeiros dos artistas acharam que eles com aquilo não iam a lado nenhum...

Bourbonese disse...

Vamos lá responder ao músico que sempre admirei mas parece não der gostado da crónica. A referência ao supergrupo e à conta bancária estão num sentido generalista de tendência indesmentível da época. Só quem não conhece a música dos Cães de Crómio poderá classifica-la como "música de massas" para vender. De resto, tudo OK. Obrigado pelo comentário. É sempre um prazer.

nuno disse...

pois eu tenho a dizer o seguinte: tenho a gravação do concerto do Johnny Guitar e ando a pensar fazer qq coisa com ela. Ainda hoje acho incrivel a quantidade de música que conseguimos fazer com apenas 3 sessões de improvisação/ensaio. Pode ser que dê para capitalizar algum...