21 outubro 2013

FREQUENCY



No meio do marasmo cultural que caracterizou a cidade de Braga na segunda metade da década de 1990 e que se prolongou pelo início do novo milénio, foram surgindo, aqui e ali, alguns projectos com vontade de afirmar um percurso musical. Desse lote, fizeram parte os Frequency (a grafia inicial do nome da banda era Freequency) constituídos em Novembro de 2001 por Ana Costa (voz), Pedro Mendes (guitarras), José Figueiredo (baixo), Miguel Macieira (bateria) e Luís Fernandes (guitarras e electrónica). Com temas cantados em inglês, os Frequency apresentavam uma sonoridade pop bastante escorreita, mas não primavam pela originalidade. A secção rítmica cumpria a preceito e a vocalização de Ana Costa era competente, mas num tom algo dolente, o que tornava as canções relativamente indistintas. As coisas melhoravam quando se soltava como se verifica no tema “Stone”. O primeiro concerto dos Frequency ocorre em Outubro de 2002, seguindo-se dezenas de outras apresentações por todo o país, levando-os da cave mais esconsa até aos palcos da Festa do Avante e do Enterro da Gata, o que contribuiu para o amadurecimento do projecto. Os Frequency foram merecendo alguma atenção da imprensa, sendo recenseados, em Maio de 2003, na rubrica “Na Garagem” do jornal Público. Nesse mesmo ano venceram o concurso Avante Minho 2003 que os levou ao palco Novos Valores da Festa do Avante 2003. Nesse ano, regista-se também o terceiro lugar obtido no concurso “I Disco Bares – Sereia da Gelfa”, em Vila Praia de Âncora. Em Agosto de 2003, participam no Festival “Rock na Quinta” que decorreu na Quinta do Olival (em Caldelas, Amares), em conjunto com outros quatro projectos bracarenses e com os “Prime” como cabeça de cartaz. No ano seguinte, vencem o concurso de bandas “UMplugged 2004” que decorreu no BA de Guimarães, organizado pela Associação Académica da Universidade do Minho, dando aos Frequency a oportunidade de tocar no dia de encerramento das festividades do Enterro da Gata 2004, partilhando o palco principal com os Big Fat Mamma e Xutos & Pontapés. Ainda nesse ano, classificam-se em segundo lugar no 5.º Concurso de Bandas Bragaparque, apresentando os temas “Stone” e “Make you Glad”, o que lhes valeu um prémio de 1.500 € em instrumentos musicais. O tema “Stone” foi incluído no terceiro volume da colectânea “À Sombra de Deus”, editada pela Câmara Municipal de Braga. Em Abril de 2005 são uma das bandas finalistas do Termómetro Unplugged que decorreu na Alfândega do Porto, naquela que foi considerada uma das melhores edições de sempre do Festival (os outros finalistas foram: Gaita Folia, Mazgani, MU, Refilon e Orquestrinha do Terror). Por essa altura, gravam o seu EP com 6 temas (“Stone”, “Hand”, “Grey”, “Green”, “Make You Glad” e “Could You Be”), com a produção a cargo de Miguel Pedro (Mão Morta) e gravação, mistura e masterização de Nuno Couto (Ex-Cosmic City Blues). De seguida, iniciam uma digressão pelo país para promoverem o disco, sendo acompanhados em alguns concertos pelos Feromona. O trabalho teve alguma receptividade e atenção da comunicação social, designadamente no programa "Portugália" da Antena 3. Em Junho de 2006 actuam no Auditório Municipal de Barcelos inseridos no ciclo de concertos do Subscuta 2006. Com a dissolução da banda, Luís Fernandes dedica-se ao seu projecto The Astroboy e juntamente com o baixista José Figueiredo prosseguem o seu percurso musical nos Peixe:Avião. A vocalista Ana Costa foi tendo participações ocasionais em trabalhos de outras bandas como a colaboração no tema “Criminal” do disco de estreia dos Dream Circus, produzido por Pedro Mendes, também ele membro dos Frequency.

DISCOGRAFIA


FREQUENCY [CD, Edição de Autor, 2005]

COMPILAÇÕES


À SOMBRA DE DEUS VOLUME 03 [CD, Câmara Municipal de Braga, 2004]


ACORDA! NOVA MÚSICA PORTUGUESA EM MP3 [CD, Cobra Records, 2006]

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